
A aplicabilidade do Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ) no Brasil é fundamentada em rigorosos processos científicos. A eficácia de um instrumento psicométrico desenvolvido em outro contexto cultural depende de um processo de adaptação transcultural, que vai muito além da simples tradução. Esse processo assegura a equivalência semântica, idiomática e conceitual dos itens, garantindo que as perguntas sejam interpretadas da mesma forma pela população-alvo.
A metodologia do COPSOQ, aplicada pela ferramenta da Amigo da Prevenção, baseia-se nesta premissa, utilizando um instrumento que passou por essa validação cultural e linguística para a realidade do trabalhador brasileiro, assegurando a fidedignidade dos dados coletados.
A atualização da NR-1 não prescreve um método específico para a avaliação de riscos psicossociais, conferindo às organizações a prerrogativa de escolher a ferramenta mais adequada. No entanto, a norma exige que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) contemple todos os perigos e riscos, incluindo os de natureza ergonômica e psicossocial.
Neste contexto, o COPSOQ emerge como uma ferramenta estratégica. Seu uso permite que a organização demonstre, de forma objetiva, o cumprimento das etapas de identificação de perigos e avaliação de riscos do PGR (item 1.5.4 da NR-1). Adicionalmente, ele se alinha à NR-17 (Ergonomia), que já previa a análise dos “aspectos psicossociais do trabalho” na Análise Ergonômica do Trabalho (AET), oferecendo um método estruturado para aprofundar essa avaliação
A confiabilidade do COPSOQ para aplicação no Brasil baseia-se na análise de suas propriedades psicométricas. A aplicação prática da ferramenta, que simplifica a análise para o profissional de SST, só é segura devido a um intenso trabalho prévio de validação. Esse processo verifica dois pilares fundamentais:
Esses estudos, entre outros, fornecem a segurança técnica de que o COPSOQ não é apenas uma tradução, mas uma ferramenta psicometricamente robusta e adaptada para a avaliação dos fatores psicossociais no Brasil.
O propósito do COPSOQ no ambiente corporativo é instrumentalizar a gestão de riscos. Sua estrutura, organizada em domínios (ex: Exigências Laborais) e dimensões (ex: Ritmo de Trabalho, Exigências Emocionais), permite um diagnóstico detalhado. As respostas, coletadas em escala do tipo Likert, são convertidas em escores que permitem a identificação objetiva de áreas críticas.
A tabela abaixo demonstra a aplicação técnica dos resultados do COPSOQ no ciclo do PGR:
A utilização sistemática do COPSOQ, portanto, permite que a organização transcenda a subjetividade, identificando perigos de forma estruturada e desenvolvendo um plano de ação com medidas de controle eficazes, em plena conformidade com as exigências normativas.
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Referências
LIMA, I. A. X. et al. Propriedades psicométricas de uma versão média do Questionário Psicossocial de Copenhague (COPSOQ II) para o sul do Brasil. Work, v. 62, n. 4, p. 629-638, 2019.
LUNA, A. F.; GONDIM, S. M. G. R. Fatores de risco psicossocial no trabalho: adaptação e evidências de validade do COPSOQ II para o contexto brasileiro. Revista Laborativa, v. 8, n. 1, p. 88-113, 2019.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, DF.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) – Ergonomia. Brasília, DF.