
No mundo corporativo, a Segurança e Saúde no Trabalho (SST) ainda é frequentemente percebida como um “mal necessário”: um centro de custo destinado a cumprir exigências legais, em vez de ser reconhecida como um investimento estratégico com elevado potencial de retorno. Essa visão limitada desconsidera um dado incontornável: os custos associados a acidentes e doenças ocupacionais alcançam cifras bilionárias no Brasil, impactando diretamente a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade das empresas. Como demonstram tanto a análise econômica quanto a experiência prática, a prevenção é substancialmente mais eficiente, em termos financeiros, humanos e organizacionais, do que a remediação.
Nesse cenário, a capacitação de multiplicadores internos de Normas Regulamentadoras (NRs) desponta como uma solução estratégica de alto impacto. Ao investir na formação de trabalhadores aptos a ministrar treinamentos de SST dentro da própria empresa, a organização cumpre requisitos legais e transforma uma obrigação em oportunidade. Esse modelo gera Retorno sobre Investimento (ROI) mensurável, reduz custos recorrentes com treinamentos externos e promove maior alinhamento entre teoria normativa e prática cotidiana.
Além de mitigar restrições orçamentárias, o multiplicador interno facilita a demonstração concreta de valor da SST ao traduzir a conformidade em ganhos operacionais, culturais e financeiros.
A contratação de treinamentos externos pode parecer, à primeira vista, uma solução prática. Entretanto, a análise detalhada revela a presença de custos diretos e indiretos significativos:
– Custos Diretos Externos: honorários de instrutores, taxas por trabalhador participante, despesas com deslocamento, hospedagem, locação de espaços e equipamentos.
– Custos Indiretos Externos: interrupção da produção, menor adequação do conteúdo à realidade da empresa e maior complexidade logística.
Por outro lado, a formação de um multiplicador interno demanda um custo inicial concentrado (o curso de formação) e despesas operacionais recorrentes significativamente menores, como planejamento, execução e eventuais materiais de apoio, muitas vezes digitais e reutilizáveis. Além da economia direta, essa estratégia agrega valor intangível ao permitir a rápida disseminação dos treinamentos, a adequação imediata às constantes revisões das NRs e a integração contínua às exigências do eSocial, fatores que fortalecem a conformidade regulatória e minimizam riscos de sanções.
Exemplo de Estimativa Comparativa (Treinamento NR-35 para 50 trabalhadores em 3 anos):
| Item de Custo | Treinamento Externo Anual | Multiplicador Interno + Treinamentos Internos |
|---|---|---|
| Formação Inicial Multiplicador | R$ 0,00 | R$ 5.000,00 |
| Taxa Instrutor Externo/Ano (R$ 150/func.) | R$ 7.500,00 | R$ 0,00 |
| Materiais/Ano (estimativa) | R$ 500,00 | R$ 0,00 |
| Custo Total Ano 1 | R$ 8.000,00 | R$ 5.000,00 |
| Custo Total Ano 2 | R$ 8.000,00 | R$ 0,00 |
| Custo Total Ano 3 | R$ 8.000,00 | R$ 0,00 |
| CUSTO TOTAL (3 ANOS) | R$ 25.500,00 | R$ 5.000,00 |
Economia em 3 anos: R$ 20.500,00 (≈ 80%)
Valores ilustrativos; recomenda-se ajustar conforme realidade local.
O retorno obtido com multiplicadores internos não se restringe à economia direta. Ele se estende a ganhos menos tangíveis, porém críticos:
– Redução de Acidentes e Passivos: treinamentos ministrados por quem conhece a realidade local geram maior aderência às práticas seguras, diminuindo afastamentos, indenizações, danos materiais e riscos reputacionais.
– Aumento da Produtividade: ambientes percebidos como seguros estimulam confiança, bem-estar e engajamento, reduzindo absenteísmo e ampliando o foco nas atividades produtivas.
– Fortalecimento da Cultura Organizacional: multiplicadores atuam como agentes de transformação cultural, incorporando a segurança ao cotidiano em vez de tratá-la como um evento pontual.
– Agilidade e Conformidade Permanente: a resposta rápida a mudanças regulatórias e demandas do eSocial assegura conformidade contínua, prevenindo multas e autuações.
Ainda que parte dos benefícios seja intangível, indicadores objetivos podem ser utilizados para avaliar os resultados:
– Taxas de frequência e gravidade de acidentes antes e depois da implantação.
– Custos com afastamentos por acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.
– Resultados de pesquisas de clima organizacional (percepção de segurança).
– Feedback dos colaboradores quanto à relevância dos treinamentos.
– Tempo médio de resposta às atualizações das NRs.
– Redução de multas ou notificações relacionadas à SST.
A formação de multiplicadores internos de NRs deve ser entendida não como mera alternativa de treinamento, mas como uma estratégia de gestão capaz de gerar valor em múltiplas dimensões:
– Financeira, pela expressiva redução de custos diretos e indiretos.
– Operacional, pela agilidade na capacitação e adaptação regulatória.
– Cultural, pela consolidação da segurança como valor organizacional.
Assim, transformar a SST de “centro de custo” em investimento estratégico é um passo decisivo para empresas que buscam não apenas conformidade legal, mas também sustentabilidade, competitividade e resiliência no longo prazo.
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